quarta-feira, dezembro 21, 2011

"DE ALMA LAVADA"

09.10

Expurguei meus demônios, escolhi um novo recomeçar, um outro dia, um fôlego renovador!

Chega de marasmo, chega de "certinho" e bonzinho. 

Vivo melhor se for mais eu sem me preocupar, não preciso mostrar o conteúdo nem tentar mostrar minhas capacidades, eu quero mais é que se dane, se é pra competir, dificultar ou me mostrar, que seja para comigo mesmo. Quero a minha preguiça, meus tempos de sem limites de volta, fazer como antes, brincar, descobrir, arriscar, descontrair, rir!

Foi em um pulo. 

Lá em cima, olhando pra queda longa d'água eu me lembrei em "flashes" de algumas boas passagens dos últimos anos... Das festas em casa, rodinha de narguilé, acidente de carro, dias de cursinho, interprimeiros do ano passado, aventuras e desventuras com a "Tranz - Ratazana" e toda a galera dos "Los Fuedas", temporadas em São Paulo na casa de minha irmã, a viagem á praia, namoro de "casado"com a Carina, o namoro rápido com a Fabi, a longa história com a Mah, os dias de cursinho, truco no banheiro, jogatinas na Lan House, voltar a pé de uma noitada, desmanchar ramalhetes de flores em casas de "pretenders", treinar porrada com o Fanti, rally de bike, maços de gudan, da oração e o enterro do saudoso Murilinho... E que com "aquela do planta e raiz" na cabeça eu tomei coragem no impulso e me lancei á adrenalina pura, desnorteante.

Na água, após a queda eu disse chega... Chega para tudo o que há para trás, sem mais nostalgias, sem mais passados e cultivos do que se passou... É hora de fechar esse baú e que mesmo com muito carinho, que seja colocado de lado para um futuro brilhante que quero daqui pra frente construir.
Essa será eu espero a última "Nostalgia Perene" deste blog, a última que levará consigo os bons frutos e pesados fardos que tiveram sua hora decretada nesta tarde, a última antes da remasterização desta mente em algo mais concreto, visionário e evolutivo.

"Au Revoir" minha nostalgias... E que seja bem vindo este novo clarão de vislumbre do que há por vir sem me preocupar com ego ou tudo o que há de bom! (hahaha!).



sexta-feira, dezembro 16, 2011

"REHAB"


Tô de volta... PORRA!
Sempre Devasso!
Tudo segue do jeito que eu quero.
Farra sem pudor, sem morrer de tédio, aproveitar o que a vida tem de bom.
Rock e doses... Salve as férias! Salve o CIO!
Não quero mais esse ócio.
Sem amor e sem paixão... Sem ser avô, Sem Blog...




SEM MAIS.



Matanza - Clube dos Canalhas



Vai chegar de madrugada e ela vai querer saber
Onde foi, aonde esteve e o que foi fazer
Mas à todas as perguntas sabe responder
Tem um plano A e tem um plano B

Se você nunca se contradiz
Não abre mão do que te faz feliz
Se não há nada que abale sua paz
Já nasceu sabendo como é que se faz
e tudo segue do jeito que sempre quis

Temos um sócio no Clube dos Canalhas
Não admitimos que apontem nossas falhas
Queremos todo dia tudo isso que a vida tem de bom

Farra para tudo é um bom remédio
Só um idiota completo morre de tédio
Queremos todo dia tudo isso que a vida tem de bom

Sabe o quanto é importante não dar muita explicação
Não há nada de extraordinário na situação
O segredo do sucesso é a moderação
ter um dia sim e ter um dia não

Se você nunca se contradiz
Não abre mão do que te faz feliz
Se não há nada que abale sua paz
Já nasceu sabendo como é que se faz
e tudo segue do jeito que sempre quis

Temos um sócio no Clube dos Canalhas
Não admitimos que apontem nossas falhas
Queremos todo dia tudo isso que a vida tem de bom

Farra para tudo é um bom remédio
Só um idiota completo morre de tédio
Queremos todo dia tudo isso que a vida tem de bom.

quinta-feira, dezembro 15, 2011

segunda-feira, dezembro 12, 2011

"109"


Virou parte de mim saber com toda a certeza e tão de repente que estou passando por uma fase tão gostosa.
 É uma sensação que me realiza e me deixa ainda mais compromissado com o que desejo.
É algo que não tem preço.

É ter o privilégio de poder participar do que acontece com você, de ser o refúgio para um dia cansativo ou para uma infinidade de problemas que te deixem para baixo. Apenas conversar sobre tudo, falando sobre nada, reclamar da vida, contar o que aconteceu, ficar em silêncio, provocar.
Não sei se você sabe, mas me fez muito bem depois de um ano e meio voltar a ter você por perto, por todas estas noites, horas a fio. São pequenas doses diárias que me enebriam, que me deram o prazer de voltar a ter prazeres. 

Poucas vezes me peguei realmente pensando em envelhecer com alguém você sabia disso?
Digo no sentido de reconhecer o rosto da mulher que gostaria que estivesse ao meu lado. 


Desejos que vêm de dentro, no fundo do meu íntimo.

O que sinto é paz quando converso contigo, é felicidade enorme quando recebo até mesmo um "oi :)" de você, e gradativamente se torna ainda mais intenso quando o tempo passa e a conversa flui. 
Isso já me basta para saber que sou lembrado, que tenho minha parcela de importância. Alimenta aquele desejo íntimo que tenho construído só por você nestes últimos anos, talvez de ser um marido ideal, de ser pai, de te aninha num abraço sempre que precisar e de enfim, segurar sua mão na minha quando estiver velinha. Pra falar a verdade, não me lembro sequer de sonhar em acordar ao lado de outra pessoa, de me pegar sorrindo em saber quem é que estava ao meu lado. 
Sonhando com isso, em te ver ali, foi quando me inundei de um sentimento de conquista. Fui vitorioso, poderoso. É normal que em alguns momentos possamos fazer coisas que não agradem um ao outro. São desventuras da amizade. Talvez alguma palavra, um gesto, um momento... Mas isso é parte da vida, dos humores que temos, das situações em que estamos passando. 


Talvez troquemos novamente uma puxada brusca ou uma palavra áspera... Mas só elas, não fazem o que somos e sequer, o que sentimos um pelo outro. São espinhos que simplesmente perdem suas pontas e caem. Agora acredito que nenhum desacordo abala o carinho que conquistamos um pelo outro.


Talvez ainda não seja nosso momento.

Acho que por enquanto nossas vidas são um sorteio. Você é alguém por quem não tenho receio algum de suprir amor e declará-lo, mas antes, é alguém por quem o sentimento de amizade e de não planejar nada com malícia ou pudor é Rei. Só te quero presente... Me entende, Pastel?
Sei que com você, diferente de qualquer outro momento da minha vida, ou com qualquer outra pessoa, não sou eu quem controla a situação. Por isso, agora que finalmente consigo organizar minhas idéias eu entendo que gosto de você como o espírito livre que é. Como se dançasse para mim em um campo aberto, pronta para sempre ser cortejada, convencida com carinho de que vai ser bom me acompanhar. Tratada como uma princesa, com leveza e muito carinho - Ô cabeçuda.


Não sei o que vai ser, ou o que vai deixar de ser. 
Só sei que o que sinto por você e o que faço por você, ninguém vai tirar. 

Sei também que depois de tudo o que nós passarmos, qualquer que seja a dificuldade, nós só vamos nos lembrar das coisas boas. E vamos nos lembrar um do outro. Acho que tudo acontece para nos tornarmos fortes. O que acontece e o que falamos um pro outro. Nós temos um pelo outro sentimentos extremamente fortes quando estamos em sintonia, podemos até não saber o que é nem quão forte é, mas é sempre bom e é claro, emocionante. 


Não se preocupe com bobagens ou palavras cortadas que eu possa lhe lançar.  Você está acima de todas elas... Das palavras e das pessoas.


Por fim, se te disserem que o amor enfraquece com o tempo, diga a eles que o tempo, para o amor, não existe. 


Porque no meu peito e na mente, sempre vou ter estampado o que aconteceu naquele 109.
Que não seja a última, linda Bru.

Amo você, sua chata.



domingo, dezembro 11, 2011

"EPIFANIA"


"ERRAR É HUMANO, PERSISTIR NO ERRO É... ESTAR ENVOLVIDO".

Genial! Lendo "Seja Feliz meu Filho", - Içami Tiba ; Editora Gente - tive uma epifania. Eu sou um cara de fases sintomáticas que me tomam com uma profundidade tamanha e que mudam meu jeito de ser o agir ser.
Naturalmente eu sei ser um pouco canalha. Tenho lábia e uma auto-segurança extremamente poderosa (nas fases em que estou inspirado), mas não passa de uma máscara adquirida pela criação e idealização social de um homem " machão" que eu deva ser. 
Digo que não é nada mais nada menos do que a própria orientação, seguida de um sentimento de endeusamento paternal que carrego, tentando subconscientemente demonstrar uma imagem espelhada do que ouvi e admirei da existência jovem de meu próprio pai (e suas peripécias), seguida é claro dos valores passados por educação e orientação por ele, naturalmente por si só, de que deveria ter um filho seguro das conquistas e manejo de desejos. 
Mas, como disse acima, não passa de uma máscara da minha real natureza, equilibrada, sensível, apurada pelo sentimento de conquista, de meticuloso "cortejo", da necessidade de romance e paixão avassaladora. Sou sim em certas fases um tremendo canalha, mas gosto disso... 
É um jogo que bem esquematizado faz render em porções medidas o mínimo de compactualidade e reciprocidade que espero de uma mulher que eu queira conquistar. Está certo de que ferro tudo quando me deparo com uma mulher que realmente tenho um desejo absoluto e intenso (se não estiver postado nesta fase de canalhice), mas que de uma certa maneira me rende em um momento futuro (hora certa) a conquista desejada ou, momentaneamente, o coro de "você é fofo". 
A conquista na verdade é fase de testes, da delícia maior da socialização, e um relacionamento íntimo derivado de uma conquista vitoriosa, ah, esta meus amigos é algo divino! (que deixa saudades).

Sentir uma massagem no ego ao ver uma mulher tremer com suas palavras e abraços, ouvir sua voz vacilar ao responder, fechar os olhos em êxtase intenso em seus próprios prazeres ao ser alvo da conquista... Tudo em busca da compactualidade perfeita de duas almas, do prazer gostoso, do hedonismo! Mas sou fases, sou humano. 
Sou o que sabe ser canalha e safado para conquistar (devo estar inspirado para isso, sinceramente). Sou o que gosta de estar longas temporadas sozinho para refletir, sou o que prefere se isolar (Fase da fossa!) - sou o que sempre, acima de qualquer outra fase, vai preferir se doar e amar. É claro que amadurecemos com o decorrer do tempo... Já escrevi inúmeras vezes das mudanças da alma, de desejos e vontades que sofri, das idealizações que tive, do que aprendi, das novas visões, do que queria e do que certamente viria a fazer "em relação á", como:


*Entre centanas de outros.

Mas percebo que não posso criar medidas para mim mesmo, que não posso esperar estas mesmas medidas de minhas companheiras. O modelo de relacionamento que tomo pelos meus pais, não pode ser um objetivo para mim pois nunca serei como eles e jamais poderia esperar o mesmo de um relacionamento, exigir da outra pessoa que o fizesse igual, nem esperar que alguém hoje seja como eles foram. Percebo hoje que esperamos muito menos carinho do que temos dado, muito menos doação do que esperamos receber em nossos íntimos, porque já não temos mais o que esperar das pessoas - Tão cansados que estamos em nos decepcionar.
Todos se assustam com a segurança do sentimento de paixão e amor, as pessoas se esquivam da certeza de fidelidade e compactualidade pois o espírito humano, o íntimo de cada uma delas espera que exista uma pontada de dor, de sofrimento. É como diria Cazuza: "toda dor traz no fundo uma pontinha de prazer". 
O espírito humano deve ser alimentado com o sofrimento e a incerteza em dados momentos pois a estabilidade os assusta, a segurança assusta, o amor assusta... Somos seres miseráveis.
Não venham me dizer que é diferente, pois somos todos iguais ao que eu venho dizendo neste blog, somos seres de fases. Alguns condenarão a idéia, outros concordarão, mas suas conclusões podem vir a mudar á qualquer momento, pois, vocês que se apaixonarem novamente, se encherão de esperança de que "agora vai" e se esquecerão de como é ser miserável ao término de cada relacionamento... As mulheres mais velhas reclamam dos homens, do que eles se tornam e que só pensam com o pinto e são insensíveis, mas não se dão conta de que tanto elas quanto nós, somos os responsáveis pela criação destes "monstros", nós nos maculamos tantas vezes buscando o que sempre será " inatingível" que quando temos as cartas na mão não acreditamos que seja real, e o descartamos mais uma vez... Zombamos das virtudes do outro, pisamos em cima da paixão sem nenhuma compaixão e somos os responsáveis pelo "BASTA" berrado em alto e bom som pelos que abandonamos, exatamente porque os temos tão facilmente para nós.

Somos todos realmente quem podemos ser, mas nos moldamos com o tempo e experiências.
Meus planos de vida, de relacionamento eram de fato encontrar uma pessoa para toda a vida (na hora certa) e compartilhar com todo o meu afinco e doação as conquistas e sentimentos (virtudes aprendidas ao observar o relacionamento de meus pais, que não deixa de ser o meu sonho de consumo afetivo). Mas hoje não esbanjo mais esta esperança, hoje apenas espero que pro resto da vida terei de renunciar definitivamente á real natureza do que quero expor com meus sentimentos e que mesmo á contragosto, terei de sustentar um pouco da canalhice para o resto da vida, porque, no fim, é o que me rende os frutos. É o que me dá as conquistas com facilidade e domínio, deixando para macular, manchar e putrefrar o relacionamento, todo o carinho, atenção e amor sincero que despejo após a conquista com sinceridade.Virar o rosto e esquivar do abraço enfim, tem rendido mais frutos do que estar ali, com ombro, colo, abraço e olhar sincero.
Eu sou fruto do que me fizeram ser, a renúncia do que acreditei enfim por muito tempo.
Abandonado e sozinho, sujo, jogado ao canto é onde deixarei a doação com o carinho desmedidos... Aplicar as medidas e limitações parece muito mais sensato para alimentar a controversa natureza humana. Isso, por fim quem vos diz é a pessoa que hoje observa de fora o que antes era o maior envolvimento, o verdadeiro relacionamento.
Não irei persistir no erro pois não me relaciono mais assim, hoje sei os erros cometidos por refletir e observar, com tempo e espaço para pensar sobre, sem fazer como muitos que persistem no erro de se envolver novamente pois para a alma é mais conveniente.


Meçam então suas verdades... O amor é bom, mas fica para depois.