sexta-feira, julho 16, 2010

1985 - Rua Orlândia, 875 - Ribeirão Preto

Texto escrito pela minha irmã já há alguns anos, retrata muito bem a saudável nostalgia que cultivamos entre nossa família. Infelizmente seu extinto blog, o TNKSVERYMUSHA já deixou de enriquecer a rede mundial, mas vale aqui suas lindas palavras:



postado por Musha em TKSVERYMUSHA - 2 anos atrás


Que delícia lembrar do passado.
Hoje me lembrei logo pela manhã de quando tínhamos, na casa de Ribeirão Preto, uma estante feita de tijolo (aquele alaranjado) e em cima deles, uma tábua, depois mais uns três tijolos e outra tábua... e era uma estante dinâmica! Minha mãe podia aumentar ou diminuir a altura de uma prateleira para outra com facilidade.
A verdade é que era uma casa simples, mas cheia de amor. Uma vida de luta dos meus pais para criar duas filhas de 4, 5 anos enquanto eles tinham 22. Eram jovens demais, mas se amavam muito e isso nos muito fazia feliz.
Eles não tinham defeitos. Eram perfeitos e heróis.... e eram de fato aos nossos olhos de crianças.
Nunca, em momento algum nos abandonaram para fazer um passeio. Estávamos sempre juntos... Éramos sempre nós quatro. Eles não faziam a menor questão de ficarem sozinhos, mas continuavam sendo como namorados e não escondiam os beijos apaixonados.
Colocar a TV no quintal de casa para assistir Show do Jô (na década de 80), espalhados pelos colchões no chão. Nós quatro juntos, era motivo de alegria. Não havia nada melhor do que aquilo. Não havia outro lugar que fosse melhor do que aquele.
A piscina de plástico que minha mãe montava no fundo de casa... e servia coquetel dentro do abacaxi pela janela da cozinha... néctar dos Deuses. Era uma casa de paredes descascadas, mas era melhor do que estar em um Resort na
Suíça.
As músicas da Gal, da Rosana ou da Tetê inspiravam minha mãe, enquanto fazia faxina na casa... antes de nos acordar com “Bom dia Flor do Dia!” todos os dias.
Os passeios de carro, sem parada em restaurantes (para economizar) eram momentos incríveis. Víamos casas enormes e achávamos que eram castelos. Víamos aviões pousando e nos emocionávamos... As coisas eram maiores!
O colírio que nós escondíamos na estande da sala para encenar o choro enquanto escutávamos “Meu cãozinho Xuxu”... risos... ai ai... Isso nos mantinha ocupadas.
Me lembro do biquíni amarelo e pequeno que a minha mãe, aos vinte e poucos anos, usava para tomar sol a tarde na varanda de casa.... num gramado cercado por um muro alto. Como ela podia ser tão linda!? Consigo vê-la ainda sentada lá.
O meu pai que nos levava de moto até a escolinha. Divertida escola! Cid de Oliveira Leite era o nome. Tinha uma árvore no parquinho cheia de pequenas borboletas. Uma vez tentei levar uma de presente para minha mãe... dentro da mão, mas quando cheguei em casa, ela tinha morrido. Me lembro que minha mãe colocava sempre as florzinhas que recebia em copos americanos de água.... e lá ficavam até morrer. Eram florzinhas pragas que nasciam no meio da rua, mas eles nos faziam nos sentir importantes! Aquela florzinha era cuidada com o mesmo carinho que nos davam.
A calçada de casa era de quadrados de cimento cercados de grama que aparávamos em conjunto com uma grande tesoura de jardim. Duas na verdade, uma amarela e uma de cabo vermelho.
“Diaxo!” e “Gozado” eram expressões a vó sempre usava ao telefone, quando ligava para saber se estava tudo bem.
Arroz com catchup, massa de coxinha, arroz com vinagre, mexido de sobras do almoço era o nosso banquete! Não tinha restaurante nenhum que batesse aquela comida que minha mãe fazia.
Tivemos tudo o que as crianças querem. Apesar das dificuldades, meus pais nos davam patins, barbies, bicicletas, relógios... eram sempre simples, mas para a gente, não existia marca, nem preço. Era o que era... e era o mais bonito que podia existir. Não queríamos outro e não trocaríamos por outro. Ganhar os presentes era sempre uma surpresa. Colocaram os relógios no nosso braço a noite, enquanto dormíamos... os dois juntos. Quando acordamos, lá estava a surpresa presa nos nossos bracinhos... e eles ansiosos para que acordássemos.
No dia do meu aniversário, mamãe não perdia a hora de ligar a Xuxa às 8:30 da manhã para eu ouvir: “Parabéns, hoje é o seu dia que dia mais feliz!”
Nunca deixamos de ter um bolo no aniversário. Nunca deixamos de ter um beijo de boa noite ou um “Durma com Deus”. Nunca ficaram contra nós e a favor de ninguém. Nunca deixaram de perguntar como foi o dia na escola. Nunca deixaram de ir numa reunião de pais... faziam questão!
Boas lembranças da infância que tive... éramos nós quatro. Éramos mais amigos do que pais e filhos. Nos divertíamos e conversávamos como amigos. Nunca nos trataram como se não soubéssemos das coisas por sermos crianças. Éramos um grupo. Como eu sou feliz por cada detalhe do que tivemos... por ter tido uma vida tão simples que me fazia achar que uma casa de 4 quartos era um castelo.... mas que em castelo nenhum haveria de ter dias tão divertidos como os nossos. Só faltava uma coisa... um menino. Quem diria que teríamos o melhor deles!? O Bruno chegou em 1989, quando nossa história continuou em Presidente Prudente.... aí, éramos cinco imbatíveis amigos.


quinta-feira, julho 15, 2010

"PROPÓSITO?!"


Propósito... Qual é o seu?

Sempre me atinei muito durante as fases do meu crescimento físico e espiritual de que devemos ser humildes e aprendizes de toda situação que a vida venha a nos apresentar, sempre em prol de um futuro de bem e de progresso.

Aprendi desde pequeno que os maiores valores e virtudes que um homem pode ter são a gentileza, a solidariedade, a humildade e sabedoria para cada mínimo ato que venha a realizar em sua vida, quer este envolva várias pessoas, quer não.

Graças aos homens e mulheres que tenho por ícones e heróis, eu me fiz de todo doação. Por mais fadigado que possa estar,  por mais desanimado ou depressivo, eu jamais hesitarei em dar minha vida por aqueles que amo. 
Vejo que não sabemos absolutamente nada da imprevisibilidade que é a vida e, portanto, deixo todos os dias incansavelmente os meus elogios, sentimentos, votos, confissões e juras de amor por cada uma destas poucas pessoas que tenho na mais alta estima, esperando que, se por um acaso do destino nosso contato venha a ser o último, que seja regado das mais sinceras e por vezes exageradas palavras de carinho e amor, para que eu satisfaça o peito em saber que as juras devidas, foram cumpridas.

A soberania com que conquistei cada um dos meus espaços, eu devo aos meus pais. Com eles sempre aprendi que era preciso zelar por uma boa reputação, pela minha pessoa e por nosso nome. Com esta ideia lançada á mim desde muito cedo, pessoalmente, lembro que tinha uma compreensão suspensa e limitada do verdadeiro sentido que integra esta orientação dos meus pais, mas que com o tempo, me foi devidamente esclarecido o sentido e a importância deste zelo. Nunca foi preciso me embebedar para me divertir, nem passar vexame, dar trabalho, ser carregado. Nunca me foi necessário sanar a curiosidade e desejo de experimentar uma droga, pois o meu verdadeiro vício, me surgiu desde muito cedo: O de zelar pela integridade do meu corpo, da minha mente e de minha reputação.

O propósito de cada palavra que nos é falada é sempre maior do que nós poderemos entender (á principio), e é um teste fácil o de entender esta suposição: Apenas leia um poema, releia com mais atenção e menos pressa e, depois de algumas horas ou dias, releia novamente. Você sempre poderá tirar um novo sentido, uma nova interpretação, uma nova informação de cada uma das palavras daquele texto, técnica esta que cabe no uso de analogia para qualquer tipo de conversa que venhamos a ter, seja digital ou pessoal pois, ás vezes, nos prendemos tanto no sentido negativo do que a palavra pode significar, que nos fechamos em um casulo, limitando nossa interpretação e visão crítica da realidade do que verdadeiramente está contido nas palavras daqueles com quem estamos conversando. 

Digo isso com experiência de causa, de alguém que se atina por vezes apenas no lado negativo de uma afirmação, me desestruturando e me abalando emocionalmente por um longo tempo, trazendo fardos indevidos, vazios e tolos.

 Já fiz milhares de orações em minha vida nos momentos de caos, mas já há muito tempo renunciei á esta fé desesperadora... Não preciso horar nos desfechos, não preciso me acalentar em algumas palavras esperando algum conforto, pois, só o que preciso nestas situações, é me lembrar de que sempre terei FÉ em mim para encontrar uma saída. A oração não é somente um conjunto de  belas palavras que aprendemos em nossos templos, em nossas escolas ou com nossos pais. Ela é o desejo contido e limitado por um obstáculo que para nós parece por hora intransponível, e é na fé (Seja em uma entidade ou em nós mesmos) que encontramos a força para transpô-la. 

Nos atinamos tanto em acreditar ou desacreditar, que nos esquecemos de que também somos deuses de nossa própria existência, somos nós que nos levantamos para aprender a andar, somos quem nos esforçamos para entender dicção de palavras e aprender a falar, somos nós que caímos e nos ralamos até aprender a pedalar, que sentamos em uma carteira de colégio nas horas de silêncio gutural em frente á perguntas inelegíveis de álgebra II com apenas 10 anos de idade, e que com nossos esforços, perseverança, vontade e NECESSIDADE, damos tudo o que temos para encontrar o caminho destes desfechos e conquistar os resultados.

Orar nos traz paz nestes momentos para ajudar a encontrar as respostas.

Nós ás vezes ficamos tão fragilizados com as situações, ou pegos de surpresa tão jovens com sentimentos e pelas pessoas, que nos é impossível (ao primeiro olhar) nos livrarmos daquilo, de "viver sem isso", de sobreviver sem "ele (a)", e isso, é muito comum quando nos apaixonamos perdidamente e especialmente quando somos muito jovens. Em contrapartida, um coração machucado é capaz de tamanha crueldade, que pode se mascarar em vontades obscuras e fingir amor onde não há nem és.

Para aqueles que tardiamente se apaixonam ou amam, ás vezes parecem estar tão petrificados ou adormecidos que não curtem intensamente o sentimento que lhes é devido. Ele apenas passa, sem grandes emoções deteriorando o coração, com os sentimento e vontades do parceiro. 

O amor é correto se existir por necessidade e não por prazer? 

Se for pela metade e sem emoção?

É de grande complexidade o numero de pessoas ou situações existentes. Falo em grande parte de casos isolados e não generalizados, mas nunca hipotéticos.

Falo de pessoas que conheci, que vi passar, que ouvi ou compartilhei, mas que como eu, foram humanas, fraquejaram, erraram e se aprimoraram.

Eu sou feito de hedonismo físico e mental da cabeça aos pés, mas o que me era simples até alguns anos atrás, tem me trazido fúria em impasse ao amor e paixão. Sempre fui um grande pervertido, gosto do toque dos corpos, do calor intenso, do suor e dos cheiros que exalam, mas nunca fui perverso á ponto de machucar ou usar alguém.

Já fui raiva, já fui de todo confronto extremo e contante ás pessoas e realidades, já machuquei rivais ou pessoas frágeis, já fui sentimentos que não me orgulho, mas que como parte de um todo foi com eles que me construí e continuo a me aprimorar, todos os dias.

Eu sou a liberdade que me fiz, o carinho que sempre recebi e que mesmo sabendo que ás vezes possa parecer excessivo, é ele que SEMPRE deixa saudades quando cessa.

Me fiz uma fortaleza com a confiança que fui criado e mesmo que por alguns instantes eu pareça ser mais frágil do que a primeira impressão, engana-se que se deixa levar. Eu sou extremos de sentimentos, uma bomba de emoções, sou doçura para com os que amo mas fortaleza para os que chegam ou me confrontam, de uma singularidade tamanha que não perco a compostura, não me abalo ou destrato os que amo. São os que aprecio, os que cuido e abraço num instinto protetor tamanho que pareço ser sempre doce. 

Os que me vêem são os que me lêem. Planto em volta de mim o progresso, o bem e a paz que recebo de cada um dos que amo ao sentir sua essência ser exalada, ao sentir sua presença ao meu lado. Carrego comigo para onde for os que me são parte do coração e alma buscando aprimorar os modos com que recebo estes prazeres, como os transmito, como os toco.

Me pergunto por fim qual é o meu propósito nesta vida... Se serei passagem para mais pessoas do que imagino, se irei marcar suas vidas, deixarei mensagens, sentimentos, valores, raiva, ódio, amor, admiração, desejo, saudades?

Me pergunto o que o acaso reserva para um futuro próximo, iminente ou para o que vêm á distância, o que vêm a seguir. Me agarro ás palavras de carinho e votos de felicidade, todos os dias para todos, porque nesta pequena particularidade eu conseguirei eternizar nesta geração e em pessoas chave, o que eu fui e quem eu queria ser, o Bruno pai de família, afetuoso, profissional, sensato e sábio.

Eu serei para todo o sempre o reflexo do que acredito, da oração que construo com toda a minha fé, em busca de um propóstio maior do que minha própria compreensão e á largo prazo, mais longo do que meus velho olhos cansados poderão vislumbrar.


Este texto é a exteriorização fresca da sinceridade do meu peito 
(Está como o escrevi - Sem edição).

O faço com uma oração de agradecimento á DEUS pelo alento que me traz.

sábado, julho 10, 2010

"PRINCESA"

Novos fatos ás vezes são difíceis de se lidar.



Desde pequeno eu tenho um anjo da guarda, uma diva protetora, uma segunda mãe, uma irmã espetacular, uma grande mulher que zelou por mim e que anciosamente me esperou chegar.
Desde antes mesmo de eu nascer estava fadado a ser o "melhor amigo" da minha irmã.


Com ela eu aprendi inúmeros fatos listados na postagem "AOS OLHOS DE MINHA IRMÃ"...
Com ela eu aprendi a escrever meu nome com apenas 4 anos de idade, letra por letra... Aprendi a nadar e boiar bem novinho, treinando com a proteção dela, todas as vezes. Fizemos apresentações de dança com cover de Charles Chaplin ao redor da mesa de centro da sala de casa e, além das diversões eu de quebra, ganhava proteção contra qualquer marmanjo babaca que quisesse me fazer mal quando criança (dela e da Ana Paula - Coitados dos caras).

Eu a vi fazer o primeiro piercing e tatuagem de nossa família, enfrentando as proibições feitas por nossos pais. Foi dela que conheci coragem, coração e determinação, foi dela que ganhei dois dos mais espetaculares presentes (materiais) que ganhei em minha vida e que, mesmo caros ou importantes, ela não pensou duas vezes em passá-los á mim.
Foi ela quem me acompanhou até o MC Donald's da Praça da Árvore pra comer demais, quem participou comigo do "Dia dos sem namorados", quem me levou ao cinema, para passear de bicicleta e me protegeu de cada arranhão em cada lugar do qual eu poderia ter me machucado e, se o fizesse, era ela quem corria desesperadamente para procurar amenizar ou curar... Por menores que fossem minhas feridas.

Ela quem esteve ao meu lado na experiência da viagem astral, quem me levou ao Spot, Joaquim's, Tantra, Azucar, Sky, á liberdade (Sushi Guekko) ou ao Ibirapuera, quem me confidenciou incontáveis noites de conversas, pretensões e sonho com sábios conselhos.
Me apresentou pessoas de alma grande, de coração enorme, uma grande e complicada mulher, colegas de trabalho, casais que me são hoje como irmãos, mulheres belas ou exóticas... Ela quem me fez expandir os horizontes, conhecer culturas, artes, perfumes, moda, restaurantes, gostos, lugares, atos e fatos... Quem me fez aprender muito sobre tudo.


Não importava se estávamos passando as férias na casa da vó Cida ou se ainda morássemos em Presidente Prudente, ela SEMPRE brincava comigo com o que quer que fosse, por mais amalucada que pudesse ser a brincadeira e me ouvia em qualquer situação, por mais idiota que fosse a história. Ela nunca se importou de se sacrificar por nenhum de nós, nunca pensou duas vezes para gastar qualquer quantia em dinheiro que tivesse ou que não tivesse, para nos dar o prazer de provar algo novo ou exótico, pra nos dar o privilégio da sua companhia.  Sempre me teve na mais alta estima e se lembrava de mim, não importava aonde fosse e quando precisei.

Sempre me foi conselho e conforto.

Passar os dias na sua casa quando morou sozinha eram de grande privilégio para mim pois não havia NADA mais divertido do que estar com ela, no ambiente dela, esperando por ela no fim do dia de trabalho para tramarmos nosso próximo passeio, tour gastronômico ou peripécia. Quando eu comecei a namorar tive de me divertir com seus ciumes, alfinetadas e brincadeiras com cada uma delas... Não que o fizesse por maldade, mas por amor e proteção. Não importava quem fosse a pessoa, eu sempre estaria acima dos amigos, meus ou dela, das namoradas ou de qualquer que fosse a pessoa que quisesse me fazer mal. Eu era o centro das atenções... O seu protegido.

Me lembro de ler alguns textos que seus autores diziam da tamanha importância da família.
Sempre entendi estes textos, sempre entendi os meus sentimentos descontraídos quanto aos ciúmes ou sentimentos de proteção que minhas irmãs carregam para comigo, mas hoje vejo um outro lado, hoje eu vejo o namoro de vocês com o mesmo instinto protetor que tinham.Hoje, sou eu quem sente um pouco deste ciume, nunca por outro motivo que não seja amor. Hoje, sou eu quem estou começando a aprender a lidar com esta mudança e que espero que entenda que, só o faço porque você é uma das maiores mulheres, em sabedoria e coração, que tenho o prazer de amar.

Minha irmã, minha princesa.

quinta-feira, julho 08, 2010

"Vinicius de Moraes - Soneto de Fidelidade"

É Vinicius né...

SONETO DE FIDELIDADE

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes

"MACHISTA"



Eu estava assistindo á um filme nesta madrugada, chamado "Aos treze"... É uma putaria, uma vida devassa de duas meninas alemãs de treze anos de idade, sem limites, valores ou escrúpulos, como pode?!
Comecei a pensar como seria difícil de aceitar se fosse pai de uma garota assim, iria me indignar.
Tenho o pensamento machista ás vezes em meu íntimo que tento conter ao máximo, nego, desacredito e renuncio á ele, mas eu vejo nas mulheres tamanha divindade, beleza e pureza que é chocante e doloroso em pensar nelas de uma forma diferente de as enxergar como bonecas de porcelana, frágeis, belas.
Eu não tenho o menor direito de julgar ninguem, especular ou me chatear por nada que já tenha acontecido na vida de nenhuma mulher que tenha passado pela minha vida, por nada do que fizeram, seja qualquer tipo de dança, cara ou ato sexual, porque, eu nunca fui um santo. Tem coisas que já experimentei fazer que muitas delas teriam desacreditado, mas eu sempre busquei mulheres que me atrairam por sua inteligencia, nunca por sua pureza... É aí que nego o machismo que carrego! Ligo meu botão do "foda-se" pro que tenham feito, se é naquele instante em que aceitaram o relacionamento de namoro, é ali que renunciaram ao que já fizeram com outras pessoas ou em alguma festa e como eu, estão em busca de um foco maior neste novo "trato bilateral".
Confesso que me é uma grande pontada pensar que "beijaram vários caras na mesma noite", que rebolaram ou "encoxaram", que as tenham tocado... Bosta, que pensamento mais grotesco e egoísta, mas preciso falar para aceitar e me eximir deste machismo.
Em poucas palavras, eu quero pedir desculpas se algum dia especulei alguma de vocës, se as chateei com alguma pergunta ou comentário mas me cego por alguns momentos em lhes endeusar tanto a existëncia.
Não quero ser indiscreto, mas quer que entendam que só o faço por vë-las com tanto carinho, mas me policiarei mais para deixar de ter este pensamento que raramente me ocorre e que sei ser errado.

"Michael Bublé - A song for you"

Uma Canção Para Você

Eu estive em muitos lugares na minha vida

Eu cantei muitas canções, eu fiz muitas rimas ruins

Eu interpretei minha vida em palcos com dez mil pessoas

Assistindo

Mas nós estamos sozinhos agora e Eu estou cantando essa canção para você

Eu sei que sua imagem de mim é o que eu espero ser, eu tratei você mal

Mas garota você não consegue ver isso? Não tem ninguém mais importante pra mim!

Então querida, você não consegue ver através de mim? Porque nós estamos sozinhos agora

E eu estou cantando minha canção pra você, você me ensinou preciosos Segredos

A verdade retendo nada, você veio na frente e eu estava escondido, mas agora eu estou muito melhor

Então se minhas palavras não se juntam, ouça a melodia

Porque meu amor está escondido em algum lugar

Eu amo você em um lugar onde não tem espaço ou tempo, Eu amo, Eu amo você pela minha vida!

Porque você é minha amiga, e quando minha vida acabar

Lembre-se de quando nós estivemos juntos

Nós estávamos sozinhos e eu estava cantando minha canção para você

E quando minha vida acabar

Lembre-se de quando nós estivemos juntos

Nós estávamos sozinhos e eu estava cantando minha canção para você

Para você.

segunda-feira, julho 05, 2010

"PALAVRAS AO VENTO"

 "Olha como você fala comigo"

É uma frase de muito efeito. 
Esses dias eu a li por alguns instantes e, analogicamente, minhas idéias com o que pensei ao lê-la se cruzaram com a de papéis picados jogados ao vento... Nós os picamos bem pequenos e ao invés de jogarmos no lixo e os soltamos ao vento sem nos dar conta de onde irão parar. Terão pequenos pedaços que cairão perfeitamente para alguém num momento em que precisa de informações, de um papel para envolver um chiclete ou anotar algo importante, ou, terão outros que poderão entupir bueiros, sujar as ruas, atrapalhar um motorista ou chatear alguém.
É como nossas palavras, todas devem ser mediadas, comedidas e não lançadas como os papéis ao vento á esmo, pois, sempre terão um fim, independente de onde o acaso as leve.
A internet neste ponto veio a ser em um grande número de situações o grande vilão, pois, não há maneiras de passarmos nossa emoção nas palavras digitadas (mesmo se contidas) ou nosso verdadeiro sentido como o faríamos se houvesse contato visual e direto. Tudo ficará vago quanto ao verdadeiro sentido do que está sendo falado, demonstrando o perigo de ser mal interpretado. Ela chega a ser uma afronta aos sentidos humanos e ao sentimento de amor ou amizade neste ponto, denegrindo até mesmo uma palavra em tom cômico, se a recepção da pessoa à mesma for de um sentido negativo, por isso, aprendi desde cedo que é absolutamente indevido que as conversas on line sejam sérias ou meios para os verdadeiros desfechos.
Mesmo assim, há um perigo contido nas relações interpessoais comuns na presença - do contato direto - se não mediarmos o que deveremos falar, sendo capazes até mesmo de acabar com amizades que perduram á anos, ou amores verdadeiros em poucas palavras, se no momento, formos movidos por nossas emoções e nos cegarmos sem conseguir que haja controle.

Já fui vítima e autor destas palavras em várias diferentes situações da minha vida... Já quis nunca me desculpar por elas. Mas foi um sábio homem quem me aconselhou quanto á isto, quanto á maior lição que ele teve em vida: "Aprenda a perdoar" [O.o] - Nunca prolongue um problema, nunca espere por uma discussão e não peça apenas desculpas, PERDOE, de coração leve e alma lavada.
Se for realmente necessário que seja conversado, que nunca seja por meio de uma discussão pois, "é superior aquele que se mantém controlado sobre qualquer problema", se mantém firme aquele que usa de sua razão com sabedoria e não se deixa controlar por provocações.
Confesso que devo me exercitar mais quanto á isso, pois sou de uma natureza explosiva (uma verdadeira BOMBA DE EMOÇÕES). Não sou violento, mas sou esquentado, e MUITO. 
Não gosto de ser provocado, mas se a provocação vier de alguém por quem (erroneamente) carrego antipatia, minha raiva sobe, o calor aumenta e a mão coça. Mas aquém do temperamento, eu carrego sempre esta lição com carinho na mente e aos poucos controlo a impulsividade, aos poucos me sou tomado por razão e esperança de que a alma pequena que vive de provocações um dia encontre a sabedoria que me foi devida e sinta-se em paz.

Obrigado Pai.