quarta-feira, outubro 06, 2010

"CONCLUTIO"




Tive muito o que pensar ontem a noite após conversar novamente com uma mulher por quem carrego altíssima estima.
Estou prestes a fazer 21 anos e mesmo tão jovem e pouco conhecedor dos mistérios e desventuras que a vida ainda venha a me trazer, me sinto experiente em muitos aspectos, principalmente quanto á constância dos sentimentos que carrego e nas relações que tenho com as pessoas mais próximas.
Mas me peguei a pensar ontem após a conversa (e claro, como que em uma soma de fatores meticulosamente colocados, como o momento, a música e o ambiente - Noite, Pôr do Sol de Lenine e incenso aceso) nas consequências das escolhas que tomamos, sobre nós e as outras pessoas, nos desfechos que nos separam ou nos aproximam, do "depois" consequente de todos os fatores que nos fogem ao controle, ou é claro, dos que controlamos.
Pensei sobre mim mesmo, minha vida. Em pequenos momentos em que me reservei dos pudores e usei de impulsividade, do quanto teria perdido se não tivesse arriscado... Em grandes desfechos em que perdi pessoas e coisas importantíssimas para mim, mas que no fim, só me coube saber lidar e superar e é claro, perceber que todas as situações em que não me limitei por medos, pudores ou timidez (sério, não sou tímido) me ajudaram a decidir ou não sofrer quando chegaram alguns desfechos. 
vida é de ganhos e perdas, nossas escolhas sempre terão consequências e sinceramente hoje não me importa mais que estas sejam negativas pois como seria possível que eu me superasse, que viesse a me aprimorar se não me dedicar a aprender com as situações? 
Devo sim tirar o máximo de experiência possível de cada uma delas esperando que no final, eu adquira a sabedoria necessária para não me limitar quando for preciso decidir.
Sinceramente, espero que seja assim, hoje e sempre para todos nós e que tomemos conhecimento de que as pessoas existem para salvar outras pessoas mesmo nos momentos em que nos fazem algum mal... Existe uma lição valiosa a ser tirada de qualquer tipo de adversidade, uma chave para que no final não terminemos nossas vidas nos perguntando porque não tivemos tudo o que queríamos, todo o romance, as aventuras... Enfim, concluo que seria inaceitável lá na frente, de CABELOS BRANQUINHOS perceber que me arrependo de não ter vivido pra valer.


Não é?

Lenine - O último Pôr-do-Sol

 
A onda ainda quebra na praia,
Espumas se misturam com o vento.
No dia em que ocê foi embora,
Eu fiquei sentindo saudades do que não foi
Lembrando até do que eu não vivi
pensando nós dois.

Eu lembro a concha em seu ouvido,
Trazendo o barulho do mar na areia.
No dia em que ocê foi embora,
Eu fiquei sozinho olhando o sol morrer
Por entre as ruínas de santa cruz lembrando nós dois

Os edifícios abandonados,
As estradas sem ninguém,
Óleo queimado, as vigas na areia,
A lua nascendo por entre os fios dos teus cabelos,
Por entre os dedos da minha mão passaram certezas e dúvidas

Pois no dia em que ocê foi embora,
Eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém,
O último homem no dia em que o sol morreu.




SAUDADES.

sábado, setembro 25, 2010

"FORA NINBO!"




Hoje eu fiquei me perguntando se é possível mesmo que escolhamos fazer algo (ou deixar de fazer), que nos seja necessário e não mudar mais de ideia. 
Seguir esta escolha com fé e determinação pensando em um bem maior para nós mesmos, sem dúvida alguma.


Para mim, a vida é todo dia, independente dos que sejam fatídicos de uma maneira negativa e que podem ser rebatidos constantemente com dias iluminados. É por estes fatos que somos tão fadados ás situações que nos acontecem e ás quais nos colocamos. Somos seus causadores.
Ás vezes a gente está perdido, precisando de colo, ombro e abraço... Mas será que ouvir tantos conselhos quando estamos fragilizados nos fazem bem? 
Fiquei me perguntando hoje frente á olhos marejados.
Eu acho que muitos de nós demoramos tempo demais para parar e prestar atenção no que fazemos. Não nos damos conta das nossas escolhas ou, fazemos com intenções egoístas e dolosas mesmo, propositalmente. Eu me dei conta hoje que devo desculpas á muitas pessoas... Indaguei há alguns anos sobre meus valores e pontos e percebi que não estava certo, que usei de sentimentos e palavras para conseguir uma satisfação própria tão egoísta para massagear meu ego, que me senti culpado por muito tempo pelo que já fiz. Um fantasma que ás vezes ainda me persegue.

Hoje, eu provei o outro lado. Ouvi alguem sobre fatos sem ser personagem da história, mas pude me colocar dentro do contexto. Acho que provei de tudo, tanto que até acho que fui vítima da solução futura que ela escolheu. Sabiamente podem me ter feito isso, meticulosamente pensado e merecidamente devolvido para mim...
Eu não sei até onde podemos sustentar uma escolha quando nos acomodamos com nossos sentimentos porque, particularmente, acho impossivel e insensato negar o que sentimos só pelo que já sofremos com outros... Seria tão natural quanto a vinda do sentimento, sem que o queiramos e que seu fim aconteça por algum tipo de eventualidade aquém da nossa escolha de não querer mais?

Isso me é uma grande questão paradoxal... Uma situação Kafkaniana tão grandiosa que não sei ainda como sustentar teses sobre nenhum lado... Se é possível não querer mais e aguentar, ou que seja necessário sofre-lo para cessar de vez os efeitos que o sentimento tem sobre nós.
Está confuso? É, o amor é algo confuso.

Nos queima por dentro, toma de súbito, domina o corpo, a mente, o coração avassaladoramente e por fim, de repente se transforma em cinzas. Daí surge um outro, mais forte, que parece ser mais real e menos confuso, tão belo, apaixonante que até nos faz esquecer como era possível sentir isso antes de encontrar esta pessoa?! -hahahahaha!

Mas peraí! Amor não é uma sucessão de momentos parecidos e completamente diferentes?
É outra pessoa, outro tempo, outros lugares, uma vista diferente e muito bonita mas que no fim, é amor como foi antes e pode ser depois. A cada novo amor eu me dôo com todo o carinho, atenção e amor que posso, ou, como diria minha mãe com "colo, ombro e ouvidos", esperando que talvez, desta vez dure pra valer, QUE SEJA FINALMENTE O ÚLTIMO.

Se não for, não foi.
Não faço mais planos, não me demoro em querer mais do que o tempo me dá todos os dias porqu,e se não controlar essa vontade de felicidade imensa que emana do peito com as ironias do amor, aí sim, eu irei me machucar de novo.
Sabiamente eu acumulo experiências particulares com cada uma das mulheres que passaram pela minha vida, esperando que da próxima vez não existam erros a serem cometidos ou surpresas a nos acometerem.


Vida sem amor é um nimbo só, nublado... A gente nunca sabe, mas na hora certa o horizonte abre numa vista bonita com as alegrias de um novo amor.

Não é?

ESPERANÇA.

sexta-feira, setembro 24, 2010

"ENRAIZADO"



Pelas minhas próprias convicções.

Sou um homem de opiniões mutantes, de fases marcantes e de fortes mudanças quanto ás ideologias e experiências que abraço e pelas quais passo.

Muitas vezes já parei para reler este meu tão particular instrumento de avaliação e auto-critica e me dou conta do quanto me modifico todos os dias. Nunca irei concluir que voltar á alguma opinião que antes havia renunciado será para mim regresso quanto á minha evolução... Não. Será uma nova visão dos meus princípios e ideologias, exatamente como as ramificações de uma raiz fortificada que nutre uma árvore em crescimento.

Talvez eu possa ser um homem feito de opiniões fortes que parecem muito maduras para os outros mas, particularmente, eu me sinto um aprendiz da vida, dos acasos e dos momentos. Eu nunca vou sentir saber tudo nem o suficiente e é exatamente baseado neste sentimento que um sábio homem me disse uma vez que "descansa aí um nobre princípio dos mais sábios homens que já viveram, a humildade".

Sabedoria é de fato reconhecer que é sempre preciso buscar uma nova e aprimorada lição sobre o que já saibamos, pode ser progressiva trazendo uma visão diferenciada ou de forma que venha a enriquecer uma visão já conhecida.

O que quer que façamos, é sempre preciso reconhecer que no fim a verdade não reside em uma existência e uma situação, mas sim nas controvérsias do tempo, na existência e individualização de cada ser dotado de razão existente no passado, no presente ou futuro. Fácil perceber que se não houvesse existido o "ontem", não existiria o hoje, nem nós, nem o blog, os textos ou a razoável paixão de exteriorizar sentimentos e filosofias deste singelo autor.

Estou enraizado nos propósitos de minhas próprias verdades, dos meus mais fortes sentimentos.

Quando me perguntam se estou me contradizendo ou se há uma congruência de idéias ou palavras, eu afirmo que sim, mas que toda nova adaptação é corrente e constante, e podem não constar nos escritos passados deste blog. Eu sou mais do que as palavras escritas aqui, uma constante mutação de formas, idéias e sentimentos que me fazem hoje dizer "sim" e amanhã talvez "não" para o que fui, pensei ou escrevi... Acho que aí está contida a verdadeira magia deste blog, o direito de mudar, debater, conhecer e me enriquecer com o que quer que possa vir a seguir, com quem quer que venha a suprir novas ou velhas palavras de amor, mas que além somente das palavras que me inspiram, alimente em grande escala a bomba de emoções que carrego continuamente e carinhosamente no peito.

Existem coisas que jamais foram exteriorizadas  em proporções tão absolutamente grandiosas que seria difícil com palavras poder exteriorizar... Existem esperanças e vontades em meu peito que jamais pude suprir por ninguém,  outras que continuamente deverás e deverão em novas situações serem cultivadas, na esperança de que com o tempo (muito tempo), outras pessoas possam vivenciar e entender tudo o que tão admiravelmente cresci assistindo, conhecendo e admirando. O amor eterno, jovial, cultivado pelos incessantes carinhos e chamegos sinceros, beijos sucessivos, olhares derretidos e sorrisos abrilhantados de casais que com muita sabedoria cultivaram dentro de si, todos os dias, independente do tempo, anos, meses, décadas ou até futuramente séculos (espero!) a paixão, aquém somente do amor.

É este casal que tão maravilhosamente belos cultivaram minha semente com maestria, que me tornam um pessoa convicta das raízes que formei e estou formando, na busca de uma fortificação maciça da FORTALEZA do meu eterno crescimento psíquico e moral.


Só o que me cabe é agradecer por aquietar a pré-ocupação de um jovem com ânsia de correr antes mesmo de aprender a andar e que com muito jeito e sabedoria me fazem aprender a não me "pré ocupar" com situações e preocupações irrelevantes para a sábia vivência de "um dia após o outro".

Amo a senhora Mãe.

quarta-feira, setembro 22, 2010

"REDENÇÃO & NOBREZA"



Do lado de cá, eu sou apenas um menino... Um aprendiz.
Engraçado, tem pessoas que nos aparecem que sem perceber nos dão um estalo muito necessário.
Esta linda mulher com quem tão restritamente tenho conversado me presenteou ontem sem saber, como se fosse uma troca com uma musica muito peculiar da qual anunciei na postagem anterior.
É um presente para ela mesma comemorando o seu novo recomeço, a busca pelo novo desfecho, mas que me coube perfeitamente também.
Eu percebi ontem a noite que errei tanto em tantas situações com algumas mulheres que amei.
Me dei conta de que não fui um galante salvador de seus problemas, aliás, acho que jamais poderia... Me faltou NOBREZA, nobreza esta que todas elas tiveram em proporções inimagináveis. Eu achei que estava dominando o meu mundinho, o meu próprio lado, ás vezes ajudando todas elas com o que fazia ou dizia, mas no fim, quem precisava de ajuda todo este tempo era apenas eu, eu que pensava dominar tão sabiamente meus sentimentos mas que no fim, não dominei nada... Eu não sou um psicólogo, não posso simplesmente escolher ajudar as pessoas e na hora precisa descartar o que construi com elas porque no fim, o que mais eu estarei fazendo além de plantar novos problemas para elas e consequentemente para mim?!
Não, já chega! Como fui burro, como perdi tanto assim por tanto tempo?
O sorriso de cada uma de vocês continua brilhando em mim, cada lembrança e cada momento mas eu não posso mais, nem por vocês que me superaram nem por mim que parei no tempo. 
Eu preciso dar um salto com vontade, mudar pro "lado de lá", sair daqui não lhes procurar mais!
Ah... Confesso minha redenção, peço minhas mais sinceras desculpas e anseio pelo perdão de vocês. Talvez nem sintam como eu o que estou dizendo ter feito, talvez ainda lhes pareça bonito e certo mas sinto que usei em muitos momentos para massagear e alimentar meu ego ferido.
Eu gastei o sentimento amor erroneamente muitas vezes, alimentei esperanças e sonhos... Não ajudei, denegri apenas os sonhos de vocês.
Eu amo com sinceridade e com todo o meu coração todas vocês, mas ao mesmo tempo acho que me restringi em aprender a amar, talvez tenha falhado no momento em que me reservei do amor.

Hoje eu me pergunto se realmente aprendi a amar.

terça-feira, setembro 21, 2010

Chimarruts - Do lado de Cá




Adorei!


 
Se a vida às vezes dá uns dias de segundos cinzas
e o tempo tic taca devagar
Põe o teu melhor vestido, brilha teu sorriso
Vem pra cá, vem pra cá
Se a vida muitas vezes só chuvisca, só garoa
e tudo não parece funcionar
Deixe esse problema a toa, pra ficar na boa
Vem pra cá
Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
A vida é agora, vê se não demora.
Pra recomeçar é só ter vontade de felicidade pra pular
Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá